Em um momento, John se viu cercado de pequenos seres. As crianças estavam ao seu redor, fazendo-lhe perguntas, puxando seu paletó, sorrindo para ele...John ficou atordoado com aquela situação.
- Deixem o senhor John crianças, afastem um pouco. Ele não está se sentindo bem com todos vocês aqui. - Ordenou a Madre.
- Ele vai vomitar? - perguntou uma menininha loira que tinha grandes olhos azuis.
- Não Elizabeth. Ele apenas precisa de um espaço para andar e respirar. - Falando isso, a Madre dispersava as crianças com as mãos.
Depois que todas já tinham corrido pelas plantas e voltado as suas ocupações anteriores, a Madre falou:
- Desculpe senhor John, mas as crianças sempre ficam muito eufóricas quando vêem gente nova. É sempre uma novidade para elas, principalmente um homem.
- Não se preocupe Madre. Eu não estou incomodado - mentiu estampando no rosto um sorriso "meia-boca".
- O senhor quer visitar o berçário? Talvez queira ver nossos bebês.
- Sim. Eu adoraria.
Os dois seguiram por um corredor que dava em uma grande sala, com muitos berços e algumas freiras mais jovens. Havia também camas, John supôs que eram para as freiras que cuidavam dos bebês durante a noite.
- Temos cinco bebês atualmente. O último foi deixado há sete dias em nossa porta. Quase sempre as crianças se criam aqui, elas chegam com alguns dias de vida e crescem dentro destes muros. - falou a Madre parecendo estar satisfeita com a incubência de educar as crianças.
- Quer dizer que muitas sequer vêem a cidade onde vivem? - indagou John parecendo indignado.
- Oh Não! As maiores passeiam uma vez por semana com as noviças. Elas fazem rodízio de modo que todos os dias algumas vão para os passeios. Quase sempre acompanham as freirinhas às feiras para fazer compras. - falou rapidamente a Madre. Aqui, algumas tem aulas pela manhã e outras pela tarde.
Enquanto conversavam, os dois iam andando por entre o berços. Haviam bebês aparentemente saudáveis ali: "Gordinhos e rosados" - pensou John soltando um risinho.
- Creio que minha esposa gostaria de uma criança já mais crescidinha - antecipou.
- Oh sim, claro! Muitas mulheres preferem ter uma vida mais tranqüila sem ter que acordar durante a noite várias vezes.
- Gostaria de voltar ao pátio. Como era mesmo o nome daquela menininha que perguntou algo sobre mim?
- Elizabeth - falou a Madre.
- Qual seu temperamento?
- Ela e bastante ativa, mas muito obediente. É também bastante inteligente.
- Gostaria de conversar com ela.
- Claro, vou levá-la ao escritório. O senhor pode ir se dirigindo para lá se não quizer ser novamente rodeado de crianças - falou a Madre sorridente.
No escritório, John se sentou e ficou à espera. Depois de alguns minutos, a Madre abriu a porta trazendo Elizabeth pela mão.
- O senhor John quer conversar com você Elizabeth. Sente-se naquela cadeira - disse apontando para a poltrona ao lado de John.
Elizabeth sentou-se e fitou seus enormes olhos azuis nos de John. Agora ele estava ali, sentado olhando para sua futura filha. "Filha?" - pensou. Será que estaria preparado para abrigar uma criança em sua casa? E mais: será que estaria preparado para educar uma criança?
O Relógio - Parte 5
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